Postado por: Raquel | Julho 3, 2008
Esse estranho semelhante…
Meus semelhantes me causam certa estranheza às vezes(eu também devo causar e não me
dar conta…)
Há pessoas que falam, acusam, julgam sem ao menos ter fundamento ou comprovação do que
falam, e quando recebem resposta às “abobrinhas” que regurgitam, simplesmente dizem: Não
quero papo. Fica na sua e me deixa na minha.
Pode-se analisar, talvez contestar uma situação dessas por vários pontos de vista.
Um deles seria a dinâmica da vida em sociedade, da qual não podemos fugir, a não ser que
nos transformemos em ermitões e nos isolemos em alguma caverna nos confins do NADA.
Mas, como Platão constatou, “O homem é um animal político”. Precisamos seguir regras para
viver em grupos.
Sociologia - O convívio social nos obriga a exercitar a tolerância e, por vezes,
nos força a uma homérica ginástica mental para tentarmos entender o raciocínio de algumas
pessoas que agem e argumentam sem utilizar o princípio básico de uma argumentação, que
é a LÓGICA. Temos de conviver e pronto. Ponto. Cabe a cada um de nós lidar com esse tipo de “semelhante” da melhor maneira possível.
Biologia - Também poderia se levar em conta, fatores como idade, imaturidade, impulsividade,
mas eu não acredito que as pessoas melhorem ou muito de caráter ou de capacidade cognitiva
depois da adolescência. Portanto, se já passou da adolescência e continua um “poste”, sem
pensar no que fala, “antes de falar…” É caso perdido.
Física – “Toda ação causa uma reação em proporção igual de força”, acho que é isso, se
não for literalmente, é a idéia. Aí esbarramos mais uma vez no fato de que, por maior que
seja o esforço para quem não está habituado a usar o cérebro, deve-se PENSAR antes
de falar.
Por que escrevi toda essa “pataquada”?!
Antropologia – Por conta de ter de usar as pedras que me atiram para algo útil . Na verdade,
eu como “animal político” que sou, gostaria de jogar as pedras de volta, mas quando a
pessoa a quem elas deveriam voltar não tem “coordenação mental” sequer para recolher do
chão, achei que seria mais compensador recolhê-las e transformá-las em palavras. Pois pedras
eram utensílios usados pelos trogloditas, e eu já evoluí ao menos alguns milhões de anos dessa época. Achei melhor ignorar alguém que ainda vive na Era Pré-histórica e produzir um texto
para o meu prazer pessoal e dessa forma me livrar da angústia de saber que não há argumento lógico possível contra a ignorância. O melhor é mesmo IGNORAR
certos “semelhantes”.
E tenho dito!
“… cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz…” (Julio Duran Corrientes)
Raquel.